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sábado, 18 de setembro de 2021

Uma saudade - Erika Azevedo




Casa do meu avô materno, Raimundo José Pereira, pouco antes de ser demolida.

Comunidade de Água Limpa em São Gonçalo do Pará.


último aniversário dele - dezembro de 1992.


Minha avó materna, tia Gina, uma prima e minha mãe

 

Meu querido avô.


Saudade velha canção.
Saudade sombras de alguém
que os tempos só levarão
se me levarem também. 
(Fernando Pessoa)


sexta-feira, 17 de setembro de 2021

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

NÃO TENHO "O COMPROMISSO ESTREITO DE FALAR PERFEITO, COERENTE OU NÃO". SOU PURA INTUIÇÃO.



Não canto. 
Talvez meu canto não lhe encante. 
Talvez lhe espante e leve você para longe... 
 Não canto.
 Apenas me espanto 
com o meu desejo de cantar e de sorrir
em meio a tantas dores. 

 Erika Azevedo.

A MORTE NÃO É MAIS PARA NÓS...

Celebração.

        Celebremos as sementes a germinar, as flores abrindo-se ao azul de um céu sem nuvens, a criança que nasce, o velhinho que espera, todas as moças nas janelas, os que acolhem, os que oram, os que amam. 

Celebremos com sanfona, pandeiros e alfaias, os encontros em noites de lua cheia, o adeus no cais, velas apagadas, amores infinitos, desejos escondidos... mãos dadas, olhares cúmplices, bandeiras hasteadas, a luta de cada dia, a chuva no telhado e os campos floridos.
        
Celebremos as migalhas da vitória no rosto cansado do homem de hoje, a Utopia de Tomas Moore, o sonho de Luther King, os sonhos de felicidade de cada um de nós, os que choram, os que nascem, os que morrem e os que sobrevivem à seca do Nordeste e as bombas de Hiroshima, os que sobrevivem ao nosso egoísmo, ao aborto, ao preconceito e à escravidão.

 Celebremos a vida, a morte, a sorte principalmente, o Amor. 

Erika Azevedo.

 .

sábado, 19 de dezembro de 2020

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Somos todos responsáveis.

Quando Deus criou o mundo, o fez perfeito. Tudo era bom. E à Sua principal criação, o homem, confiou a missão de guardar e multiplicar o que havia criado. E o que temos feito?

Rios poluídos que não saciam nossa sede, cantos de pássaros abafados por barulhos ensurdecedores, florestas incendiadas pelo fogo da nossa ganância capitalista, céu azul obscurecido pelo cinza das fumaças. Animais perdidos por não ter para onde ir, morrendo de fome.  Nenhum animal destrói os recursos naturais que necessita para viver. Apenas nós, seres racionais.

O que fizemos conosco? Onde está nosso amor, caridade, altruísmo?  Somos capazes de cometer atos atrozes e desumanos.
Há pessoas morrendo no Nordeste brasileiro enquanto muitas trancadas em seus escritórios, preocupam-se com o preço do Dólar. Outros desperdiçam tempo e inteligência fabricando bombas que arrasam cidades, matando crianças inocentes.

Muitos morrem por falta de remédio ao passo que seus vizinhos imaginam um modo de aumentarem os preços dos mesmos e tornarem seus lucros maiores.
 E em que transformamos nossa alimentação?! Tantos e tantos venenos, estabilizantes, corantes, acidulantes, agrotóxicos, expostos em supermercados, produtos fabricados por insensatos que, dessa forma, diminuem suas próprias vidas e a de nossos filhos.

Nem mesmo o corpinho raquítico de um bebê, comove certos corações petrificados pelo egoísmo. Nada é capaz de sobrepor-se ao desejo de possuir. Saber que poderiam salvar vidas e evitar muitas dores, não interfere nas decisões inescrupulosas dos “manda-chuvas” que visam apenas o próprio bem- estar.

Deixamos que nos dissessem como têm que ser as medidas de nossos corpos e nos empenhamos numa corrida desenfreada para conquistá-las. Fizemos de nós mesmos objetos de um modismo imoral, em nome de uma falsa liberdade sexual e de um feminismo que nos afasta da essência do que somos.
Nossas relações? São alicerçadas no prazer.. Eternidade é o tempo que dura um beijo. Têm à profundidade de um prato de sopa. Não mergulhamos profundamente no outro, não estamos preocupados em fazer feliz.

Muitas das conseqüências desastrosas de nossas ações não poderão ser revertidas. Quase não se vê vestígios da criação original. Mas se não tomarmos uma atitude urgente, não tardará e seremos completa e drasticamente autodestruídos.
A Terra pede socorro. Daqui a muito pouco tempo não  haverá lugar para onde fugir. Erika Azevedo.

É URGENTE QUE FAÇAMOS ALGUMA COISA. 
A TERRA GRITA POR SOCORRO.
QUANDO ENTENDEREMOS QUE O CAPITALISMO MATA O AMOR, IMPEDE A VIDA,
TORNA-NOS EGOÍSTA?
Erika Azevedo



Ternura


Tem alguém querendo caminhar de mãos dadas com você à beira de um riacho, 
lhe falar de sonhos, desvendar seus segredos como quem despetala flores, 
silenciar e ouvir as batidas do seu coração!

Tem alguém querendo ofertar-lhe rosas vermelhas, fazer você sorrir, 
cuidar de você, lhe ouvir falar de Deus, do mundo, de seus medos, de suas dores...
Tem alguém querendo realizar seus sonhos, retirar os espinhos e as pedras
de seus caminhos, iluminar seu destino com as luzes das estrelas...

Tem alguém, que se pudesse, até roubaria o brilho e o calor do sol, a beleza
das flores, a leveza de suas pétalas e das nuvens do céu,
 o frescor da brisa, 
a doçura de favos de mel, a tranqüilidade de uma criança dormindo, a própria paz, 
a beleza dos versos do maior porta do mundo, e toda a emoção que o amor provoca, 
para lhe dar em suas mãos... faria com queo mundo fosse melhor apenas 
para que você fosse mais feliz...

Tem alguém que com os olhos marejados, ora por sua felicidade, pela sua 
paz, pela realização dos seus sonhos... 
Tem alguém chorando de saudades do que ainda não viveu; que nos seus olhos quer 
achar o caminho sem volta, fechar todas as portas da realidade e viver o sonho 
de um amor eterno...

O Amor é presente divino. Tem alguém que lhe vê assim como o encontro com a felicidade,
com a doçura, com a ternura, com o próprio amor.
Tem alguém que quer chegar à eternidade para a qual Deus nos destinou, 
de mãos dadas com você... 
 Erika Azevedo



domingo, 8 de fevereiro de 2015

Pertences -




Como queria que você me pertencesse 
Como o sol pertence ao céu, 
como o céu pertence ao mundo, 
como o mundo pertence a Deus! 
Como queria lhe pertencer 
como as águas pertencem aos rios, 
como os rios pertencem aos mares, 
como os mares pertencem ao homem, 
como o homem perde-se ao amar 
como eu te amo, 
para sempre!

Erika Azevedo.




domingo, 14 de outubro de 2012

No princípio era apenas o Amor. .. E o Amor é eterno... Ele vive e vencerá!

Atos dos Apostolos 2.42-44 Porque nenhuma sociedade prevalece na violência. O sonho de amor que Jesus viveu e pregou, é o ideal.
Existe uma aldeia onde a Natureza, criada pela Força Superior, é respeitada como deusa, provedora da vida... Onde a sociedade é governada pelo Amor e o Amor é feminino, matriarca do Universo. E pode-se tocá-la, senti-la, vivê-la... Onde o inaceitável é o preconceito, a violência e o desrespeito para com a deusa e os demais habitantes, é a falta de caridade e de responsabilidade universal, é aprisionar os dons e não usá-los para defender a harmonia e a individualidade de cada um. As dores são curadas pelo esforço contínuo de súditos que cultivam cura em seus jardins... Ervas, flores e frutos, em caldeirões fumegantes, fazem rejuvenescer, trazem o sopro da vida novamente a corpos doentes, e milagres acontecem cotidianamente. A floresta inteira contempla essa harmonia. Os corpos, templos do Amor, células de Sua essência, são iluminados por estrelas, nutridos pela Natureza, cuidados como pedras preciosas para serem com o espírito (sopro da Força Superior em cada ser), partículas de eternidade. Compartilha-se o ar, o sentir, o querer, as cabanas, o que se colhe, o que se vive, o que se ama. Olham-se nos olhos, decifram-se almas. Rios de águas límpidas e doces brotam nas rochas por toda a aldeia. Ouve-se canções felizes, hinos de amor e paz, entoadas por crianças, em toda a parte. Corpos se unem em um ritual de encantamento, até alcançar onde não se imagina poder chegar em cada um, até chegar ao firmamento e sentir a Força Superior criadora da deusa, amante do Amor, que faz a semente germinar e a união durar, que toca o ventre que gera outra vida... e tudo recomeça no amanhecer... (Isaias 11.6-9).

O sol já havia banhado as águas límpidas do riacho e os bem-ti-vis, como em todas as manhãs, faziam coro com sabiás e rouxinóis, despertando toda a aldeia, quando saiu da lagoa depois de banhar-se com os últimos raios de lua do alvorecer. Sua beleza encantava a natureza que tocava seu corpo nú, com a brisa docemente perfumada por flores do campo. Não se contavam as horas, nem se percebia o tempo, mas ouviu ao longe um alvoroço de crianças, sinal de que todos já estavam reunidos. __ É a partilha acontecendo. __ pensou Caminhando descalça até a frente de sua tenda, admirava a imensa beleza que encontrava pelo caminho. Árvores centenárias com seus troncos enormes, uma diversidade de cores e de flores, essências e sabores, o ar puríssimo e o cheiro de relva, a inebriava. Percorria esse caminho todas as manhãs, como um ritual, mas a natureza tem vida e a cada dia se renova tornando-se mais esplêndida e magnificamente mais rica e poderosa. Prostrou-se na terra molhada pela chuva que caía como bênção todas as noites naquele paraíso, ergueu as mãos, entoou com sua voz de harpa tocada pelos anjos, uma canção de louvor à Força Superior, criadora daquela magnitude e provedora e sustentadora de todas as coisas vivas.

"Eu te louvo, Ó Força do vento, eu te louvo, ó Dono do Mar, eu te louvo, Tu que seguras com Tua mão forte as estrelas do céu, Tu que despedaças as trevas e faz-me ver a luz de todo dia... Vós que amassaste a terra na água e desse barro me criastes e com Teu Amor me formaste e me tiraste do nada que eu era...”

Uma multidão de crianças, jovens e adultos, dançavam e cantavam ao redor de uma pequena fogueira acesa ... Alguns tocavam violões, alfaias e tambores. Moças, muito jovens, distribuíam taças cheias do mais puro vinho e um pedaço de pão.

 “Eu te louvo pela uva amassada e triturada por meus pés, que agora bebo juntamente com meu povo, celebrando Tua Glória, dividindo meu Amor... Pelo êxtase que nos causa Tua presença no meio de nós... pela colheita farta, pelo milho que fêz-se pão... pelo chão"

Muitas vozes ao mesmo tempo davam glória, cantavam, brindavam, festejavam como numa boda, todos numa alegria, numa plenitude como se presenciassem algo extraordinário.

"Celebramos a grandeza da Natureza, nossa mãe, provedora do universo, e prometemos lutar para preservá-la, pois fazemos parte dela, somos partículas de sua totalidade. Como o ar” __ e o vento, como se atendesse a um chamado, soprou mais forte, fazendo seus cabelos dançarem e as folhas do chão voarem para longe. “como o fogo” __ a fogueira que ardia tímida no meio deles, explodiu em cores, aquecendo mais ainda os corações. “Como a água __ gritou __ e o riacho próximo transbordou levemente molhando os pés de todos. “E como a terra” __ um pequeno tremor foi percebido por toda a aldeia.

“Sim ó Grande Força, ó Imenso poder, toda a natureza vem louvar-Te conosco. Tudo prostra ao Teus pés, diante da Tua força que transforma, que cria, que nos mantêm de pé.”.

A Natureza acalmou-se... A aldeia silenciou... O Amor havia os visitado novamente. Todos se abraçaram, sentiam uma alegria imensurável, cheios de vida, capazes de realizar e conquistar grandes coisas. Várias tendas no mesmo quintal, não havia cercas, dividiam tudo, o mel e o fel, as dores e os prazeres, o que se colhia na extensa plantação de legumes, verduras, cereais, ervas medicinais de todos os tipos, pomar... Não havia um só que chorasse com fome, não havia um só que morresse de sede. Um imenso jardim, de todas as flores, lírios, rosas, crisântemos, orquídeas, margaridas e tantas outras tão lindas, inimagináveis, inebriavam a aldeia com seus perfumes que, ainda, podia ser sentido ao longe... Tendas, braços e corações sempre abertos... Érika Azevedo